No Reps, Eficiência e Economia de Movimento: Onde se Perdem Pontos no Open

No Reps, Eficiência e Economia de Movimento: Onde se Perdem Pontos no Open

No Open, cada movimento mal executado custa energia, tempo — e classificação.

Durante o Open, muitos atletas saem do treino a pensar:
“Faltou-me força.”
Na maioria das vezes, não faltou força — faltou eficiência.
No reps, transições lentas e técnica inconsistente aumentam drasticamente o custo energético do treino. Este artigo explica por que razão economia de movimento é um dos maiores fatores de performance no Open.

1. O custo energético da má técnica

Movimentos ineficientes aumentam o consumo de oxigénio e aceleram a fadiga neuromuscular⁽¹⁾. Cada no rep obriga a repetir trabalho — com um corpo já mais cansado.

No Open, isso traduz-se em:

  • Quebras de ritmo
  • Respiração descontrolada
  • Erros técnicos progressivos
  • Piores decisões sob stress

2. Economia de movimento: fazer menos para render mais

A economia de movimento descreve quanto esforço é necessário para realizar uma tarefa. Atletas mais eficientes gastam menos energia para o mesmo output⁽²⁾.

Exemplos claros no CrossFit:

  • Pull-ups com kip consistente vs kip caótico
  • Wall balls com cadência respiratória vs reps desconectadas
  • Burpees com padrão fixo vs colapso no chão

3. No reps não são apenas erros técnicos — são erros estratégicos

Cada no rep:

  • Quebra o ritmo mental
  • Aumenta a perceção de esforço
  • Desregula a respiração
  • Cria frustração e pressa⁽³⁾
  • No Open, evitar no reps vale tanto quanto ganhar força.

Conclusão

O Open não premia quem faz mais força — premia quem desperdiça menos energia. Eficiência técnica, consistência e controlo são as verdadeiras armas competitivas.

Treina para mover melhor, não apenas para mover mais peso.


Referências

  1. Williams, K. R., & Cavanagh, P. R. (1987). Relationship between distance running mechanics, running economy, and performance. Journal of Applied Physiology. – https://doi.org/10.1152/jappl.1987.63.3.1236
  2. Saunders, P. U., et al. (2004). Factors affecting running economy in trained distance runners. Sports Medicine. – https://doi.org/10.2165/00007256-200434070-00005
  3. Marcora, S. M., et al. (2009). Mental fatigue impairs physical performance. Journal of Applied Physiology. – https://doi.org/10.1152/japplphysiol.91324.2008
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