Treinar como uma menina

CrossFit Black Edition

Treinar como uma menina

Sabem aquela expressão “Não sejas menina”, que era muito usada quando algum rapaz chorava? Sempre que penso nela e olho para as mulheres da nossa box apetece-me rir. 

A box tem mulheres que treinam como o caraças essa é que é a verdade. Claro que também tem homens a dar-lhe muito, mas hoje serei realmente tendenciosa para as meninas porque caramba, há alturas em que eu fico mesmo de boca aberta com a fibra feminina que existe. E porque é que digo isto?

Primeiro porque nós mulheres somos conhecidas por seremos um bocado más umas para as outras, mas não sei se é o Crossfit que faz isto, todas as mulheres com que tenho o prazer de inaugurar os treinos às 7 da manhã são, não só incríveis, como verdadeiras parceiras de luta, suor e dor e é por isso que enquanto treino há duas coisas que me caracterizam.

Em primeiro lugar, digo muitas asneiras baixinho, excepto se estiver a fazer double unders e levar uma chicotada, aí sai mesmo um “F” muito alto. Em segundo lugar, tenho o hábito de puxar pelas minhas parceiras enquanto estou a sofrer, e faço isto primeiro, porque descansar é só no fim (ahahah) e depois porque sei bem que há alturas em que um “tu consegues” faz realmente diferença na motivação. 

E isto acontece de forma genuína, porque o companheirismo que existe entre nós faz com que cada uma vibre com o sucesso das outras. 

Depois, independentemente de existirem mulheres que agacham ali com peso no lombo de meter inveja, não sinto que exista competição do “ela levanta mais do que eu”.  Pelo contrário há muita ajuda para que cada uma de nós ao seu ritmo consiga ir evoluindo. Eu que sou mais da “equipa de andar pendurada em barras e argolas” tenho um prazer imenso em ajudar as minhas parceiras a conseguirem ter sucesso e garanto-vos que me dá mesmo uma alegria imensa quando alguma delas partilha que chegou com os pés à barra pela primeira vez. 

Porque isto é fibra, é resiliência e é acreditar até ao fim. É acima de tudo companheirismo verdadeiro e genuíno, sabem?

Por isso, quando penso na expressão que vos falei acima do “não sejas menina”, não posso deixar de pensar na Fernanda Zimmermann que treinou grávida com um barrigão enorme. Ora eu, que às vezes me queixo que a barra está pesada, quando penso na Fernanda a agachar com duplo peso só me apetece dizer mas que grande mulher. E é isto que o Crossfit faz, potencia a nossa força, desafia a nossa capacidade de acreditar que não conseguimos mais e inspira-nos a sermos melhores ao juntar pessoas diferentes no mesmo espaço. No fundo o Crossfit torna pessoas incríveis em pessoas excepcionais.

Aquilo que o Crossfit me ensina todos os dias é que ser uma menina não é ser mais fraca, mais lenta ou com menos talento. Ser uma menina é ser determinada, é dar um pontapé nas desculpas e aparecer para treinar. É ter dias em que não acredito em mim e tenho outras meninas a puxarem por mim e ter tantos outros dias em que sinto que este é exactamente a actividade que me preenche. É refilar e fazer. É quase chorar e terminar. 

A verdade é que eu não conheço todas as mulheres da box, mas sei que a Diana com a sua resiliência, a Mariane com a sua força monstra, a Maria com a sua vontade de se superar diariamente, a Ni com a sua calma em treino, a Catarina com os pinos mais perfeitos, a Sónia com uma grande consciência em cada WOD, a Paula sempre com uma grande determinação, a coach Patrícia com uma energia incrível, a Juliana que me deixa sempre de boca aberta ou a Raili que mostra que o Crossfit é mesmo para todos são algumas das mulheres que me inspiram e mostram diariamente o orgulho que é “treinar como uma menina”. 

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